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WOUNDS AND WITCHES: THE SUBLIME POETRY OF SEGOVIA AMIL



Until the well anticipated release of Segovia Amil’s collection of poetry, I will continue to look forward to her beautiful posts to her Instagram page and blog posts.


Her poetry is the sound that resonates off the chest of every woman and goes out into the world with odes of self creation, solitude, womanhood, youth, dark romanticism, spiritualism, mystery and divinity and female empowerment. The foundation of her work derives from her practice in Goddess-based spirituality, specifically that of the Dark. It’s gothic undertones provide the aesthetic and point of view that reaffirm her main message to “Embrace the Darkness.”











Espumas...

Naquelas águas espumantes
em devaneios delirantes
nossas mãos se tocavam

Nossos corpos se cruzavam
e as águas agitavam
em dois seres consonantes...

Ensaio

do Blog Poesia Avulsa

http://poesia-avulsa.blogspot.com/

Ensaio
Ai
esses olhos
que me fulminam
devoram
roubam o ser,
essa boca
que saqueia
sem rodeios
e me mata a sede,
essas mãos
que me descobrem
desnudam
e arranham,
esses braços
que me rodeiam
apertam afrouxam
e voltam a apertar,
esse peito
que roça ao de leve
me electriza
e incendeia,
essas pernas
que me enleiam
desbravam
e desventram.

Ai desse corpo que me ateia!

Ardo.

Alexandra Rosado

FLORES - papoila



no campo te entendo mais
entre uma denúncia de charme
improviso ondulante
na rubra cor que te invade
salpicos de muitas lendas
iluminas em tantas memórias



António MR Martins
 
http://poesia-avulsa.blogspot.com/2011/12/flores-papoila.html

Poesia Avulsa: Espero...

Poesia Avulsa: Espero...

Espero...


Vem…
Enlaça-me nos teus braços
Levanta-me do chão
Enleia-me nos teus beijos
Que o meu coração
Já pulsa na tua mão

Vem,
meu cavaleiro andante
Fruto da minha imaginação
Faz-me princesa dos teus contos
No suave entoar da tua canção

Vem, toma-me…
Faz deste momento o leito
Em que todos os sonhos
Se tecem em doces suspiros
Arrepio…

Vem…
E juntos descobriremos o êxtase
vivido … na concha que respira
E é fruto saboreado
Nos lábios que por ti se abrem
Com ou sem razão…

Espero…

Ana Fonseca Sousa

IN MEMORIAM DE MINHA MÃE

IN MEMORIAM DE MINHA MÃE:

BASTOU QUE O TELEFONE TOCASSE

Passei meses sem ser mais poeta.
Passei meses sendo qualquer coisa
Entre a certeza e a vida, que são coisas
Que evitam a poesia e não exigem rima.

Mas bastou que o telefone tocasse,
Que a voz do outro lado dissesse
“Se prepare, você precisa ser forte”,
Para que eu soubesse o que sempre soube:
Que o que acontece já aconteceu.

De fato, minha mãe já havia morrido,
E eu já fora seu filho, em todo o sempre
Que só agora a física explica
E a poesia sempre susteve.

O futuro é, o passado será e o presente foi.
Tudo já aconteceu e ainda acontece e acontecerá.

Minha mãe, portanto, está nascendo, neste momento,
E também está sonhando, seu rosto lindo e adolescente,
Com seu amado, de quem nascerei em breve.

E é inevitável que eu pense, como Wislawa Szymborska,
Que, tão logo começa a ser pronunciada,
A palavra futuro torna-se passado.

Tão logo se morre, começa-se a nascer, por analogia.

E, assim, em algum lugar minha mãe está à minha espera.
E, assim, em algum momento eu saio de suas entranhas.
Noutro, meu pai me faz,
E seus olhos e os dela são os mais felizes.
Noutro ― ainda mais puro ―, ela me acaricia,
Me põe para dormir,
Me faz tomar o remédio, o banho, e comer e rir
E pronunciar as primeiras sílabas.

Noutro ainda, e não mais importante,
Ela me ensina a ler, a escrever,
A combinar as palavras.
Estas, com sua falta, sua imensa presença ― incorpórea.

Muitas pessoas confundem humor e sarcasmo com ironia.
Ironia é isto:
Em setembro, levei minha mãe ao aeroporto,
Para passar um mês em São Paulo com meu irmão.
Em novembro, fui buscá-la, no mesmo aeroporto,
E ela estava dentro de um caixão.
Mas nem mesmo isto é novo nem será,
Pois já aconteceu, está acontecendo e acontecerá.

Tatibitateio minhas primeiras sílabas num futuro passado,
E meu pai e minha mãe riem.
Acabaram de se conhecer, de se amar,
E já me viram nascer
E já se separaram
E já de volta de novo, olhos nos olhos,
Lábios que se tocam.

Costuma-se chamar tempo ao correr dos dias.
Mas tempo é palavra imprecisa.
Chamemos a tudo vida ― o antes, o depois e o agora.
E fiquemos à espera, no entrepalavras,
Do que nos reserva a sintaxe da História.

MAYRANT GALLO. Salvador, 21 de novembro de 2011.

SONHOS


Os sonhos
são tantas vezes segredos...


Esvoaçam breves,
como aves,
atravessando a solidão,
em proezas subtis.
São halos poéticos
que, como os raios de sol,
se dissipam em breves horas.


O que resta,
é a invernia polar !...




Lita Lisboa

Esperança





Tantas formas revestes, e nenhuma
Me satisfaz!
Vens às vezes no amor, e quase te acredito.
Mas todo o amor é um grito
Desesperado
Que apenas ouve o eco...
Peco
Por absurdo humano:
Quero não sei que cálice profano
Cheio de um vinho herético e sagrado.


Miguel Torga

Dual Duel ( From My Tumblr place)


{A collab piece I did with JayJayDanky. My words are in the 1st & 3rd stanzas while his reside in the 2nd & 4th stanzas}
This dialog
Will be in analog
Both conversations with God
If you’re allergic to allegory
Then this story
Might not be worth you metaphorically recording
Verses transversing
Universally
The static may be disturbing
But trust me
No need to turn urgent
Or adjust your dial prematurely
I pen vulgar lines in cursive
Yea…on purpose
And for those who haven’t heard it
Virgin
Ears not yet perverted
I will grab thy virgin ears
And bring you to tears
With words hidden
Beneath all that’s forbidden
Forever in doubt
How two poets came about
Writing in combat
Talking about this and that
And who fucked who
And what screws were unscrewed
For our minds to tremble your brain
With each word that drives you insane
Psychotic
Frenetic
Neurotic
And schizophrenic
Dual Duel of two writers
The war is poetic
An eclectic
Mix
Of beautiful moments
Vivid and transfixed
Illustrating both broken
And open
Minds combine
To create something divine 
And unspoken
With a single stare
Images will be forced
Into your minds
Words not so coarse
But full of remorse
For you will be left
Forever drowning
In our poetic words
Daylight and sunset
This duel will only conclude
Our names to be known
And forever grown
Into your every brain cell

http://poeticallyprofound.tumblr.com/
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